terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Três pensamentos sobre missões

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Pensando sobre a obra missionária, tenho meditado sobre três pontos:
Primeiro, como pastor de igreja local, sinto-me no dever de me comprometer com missões no que refere a conscientização e capacitação missionárias. Vejo-me na obrigação de despertar e preparar as ovelhas no que refere a obra de missões. Entendo que todo pastor, por ser o líder da igreja local, tem o papel de engajar a igreja na obra missionária local e mundial. Um pastor sem visão missionária é uma tragédia.
Segundo, existem pessoas tentando fazer missões à distância. Sim, eu disse “fazer missões à distância”. Muitas pessoas acham que orar e ofertar são o suficiente. É claro que sem oração e sem o sustento financeiro fica inviável a obra de missões, porém, a questão não é somente receber as notícias dos missionários e interceder e ofertar pelos os mesmos. É preciso comprometer-se com o evangelismo e o discipulado individual e coletivo, seja perto ou longe. Afinal, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação (1Co 2.21). Orar e ofertar não te isenta de ir. Alguns usam isso como desculpa para não ir. Ir não é questão de escolha, mas de obediência. Nada substitui a pregação. Outra coisa que desejo falar aqui, é que não há um cristão que não seja missionário, pois se é cristão, automaticamente é um missionário. Se não é um cristão, é um campo missionário. Ser missionário não é questão de escolha, mas de ser cristão. O cristianismo é missionário em sua essência. Portanto, orar, ofertar e ir, não é questão de alternativa, mas de submissão.
Terceiro, não podemos fazer missões semipresencialmente. Isto é, evangelizar os povos e não discípulá-los, ir de vez em quando ao campo missionário. O trabalho precisa ser presente, consistente, atuante e contextual. Uma das maiores tragédias que podemos cometer no campo missionário é a evangelização sem o discipulado. É como uma mãe que dá à luz, mas não assume a criança (não amamenta, não protege, não cuida, não dá banho, e etc. no bebê). Missões é a evangelização com o propósito de discipular, amadurecer e fazer multiplicar aqueles discípulos que foram alcançados com o evangelho, e isto só é possível com a implantação de igrejas saudáveis.
Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim

sábado, 24 de dezembro de 2016

Sugestão de leituras para pastores


Fui ordenado ao ministério da Palavra e das ordenanças há dez anos. Na minha pouca experiência, vejo o quanto é importante o pastor ler bons livros. Na lista abaixo, sugiro a leitura de dez livros sobre o ministério pastoral. Indico os livros para quem é pastor, para quem almeja o pastorado e para quem deseja presentear um pastor.
A lista não está em ordem de importância:
01 – De pastor a pastor: princípios para ser um pastor segundo o coração de Deus. Hernandes Dias Lopes. Editora Hagnos, 2008, 168 páginas.
Li o livro por duas vezes e sei que o lerei por mais vezes. O autor aborda os seguintes temas no ministério pastoral: perigos, vocação, preparo, vida devocional, atributos, sofrimentos, compromissos e salário. A linguagem é peculiar. HDL é claro, direto e aplicativo na abordagem.
02 – Irmãos, nós não somos profissionais: um apelo aos pastores para ter um ministério radical. John Piper. Shedd Publicações, 2009, 278 páginas.
O pastor batista, John Piper, mostra que a mentalidade do profissional não é a mesma que a do profeta. Afirma que quem estabelece a agenda do homem profissional é o mundo, mas quem estabelece a agenda do pastor bíblico é o Bom Pastor. O livro nos desafia a buscar um ministério pastoral centrado na piedade e humildade de Jesus.
03 – Libertando o ministério da síndrome do sucesso. Kent & Barbara Hughes. Editora Anno Domini, 2013, 222 páginas.
O livro mostra que muitos obreiros enfrentam certas sensações de fracasso. Entretanto, de que essas sensações são frutos de uma visão distorcida e de uma expectativa equivocada do que realmente significa um ministério bem sucedido. O que os autores mostram é que todo ministério pastoral deve ser avaliado de acordo com a Bíblia, e não do ponto de vista do “sucesso”, pois o sucesso pode ser um verdadeiro fracasso. O texto nos convoca a nos libertar da “síndrome do sucesso” e passar a desejar fortemente agradar a Deus.
04 – A pregação expositiva e o pastor: redescobrindo o lugar da pregação expositiva no ministério pastoral. Richard R. Goertzen. Syllabus Editora, 2014, 180 páginas.
O livro apresenta a uma junção entre a pregação bíblica e o pastor. Mostra a pregação expositiva como um meio de proclamar bíblica, clara e fielmente as Escrituras. Dois pontos são enfatizados: pregação expositiva e cuidado pastoral do rebanho. A melhor forma de alimentar saudavelmente o rebanho é pregando as Escrituras expositiva e sistematicamente, assim como elas nos foram reveladas. O livro é ótimo!
05 – O pastor como mestre e o mestre como pastor: reflexões na vida e ministério. John Piper & D. A. Carson. Editora Fiel, 2011, 133 páginas.
Piper (pastor-mestre) e Carson (mestre-pastor) mostram a combinação de mente e coração como o ideal bíblico para quem é chamado ao ministério. O livro busca resgatar a visão do pastor como mestre e do mestre como pastor. Se você é pastor ou mestre, leia este livro, se não, presenteie um pastor ou um mestre com este livro.
06 – O pastor e o aconselhamento: um guia básico para pastoreio de membros em necessidade. Jeremy Pierre & Deepak Reju. Editora Fiel, 2015, 200 páginas.
É uma introdução ao aconselhamento pastoral. A abordagem é bíblica e fundamentada na autoridade e suficiência das Escrituras. O livro é simples e prático. Mostra como podemos cuidar bem dos outros. É um grande recurso para o pastor atarefado. Recomendo sem reservas.
07 – Amado Timóteo: Uma coletânea de cartas ao pastor. Thomas K. Ascol. Editora Fiel, 2005, 316 páginas.
Escrito por vários autores (idosos e jovens), aborda vários temas do pastorado, desde as prioridades do pastor, como família, caráter, trabalho, etc. Leitura obrigatória!
08 – O pastor aprovado: modelo de ministério e crescimento pessoal. Richard Baxter. PES, 2016, 224 páginas.
O livro é um clássico, é do século XVII. Aborda temas como o cuidado de si mesmo e do rebanho, dificuldades do pastorado, etc. Altamente recomendável.
09 – Sacerdotes não ficam deprimidos: um chamado à reflexão sobre o suicídio de pastores, causas e prevenções. Manoel Neto. Editora Ixtlan, 2016, 156 páginas.
Estou encantado com o livro. O autor é minucioso e claro. O livro fala sobre o alarmante crescimento de suicídios entre pastores e busca meios de tentar frear a banalização da tragédia do suicídio de pastores. O autor fala sobre o mito de que pastor não poder sofrer de depressão. Recomendo a leitura com muita estima.
10 – Sensato coração: a sexualidade do pastor. Jasiel Botelho & Marcos Kopeska. Editora Hagnos, 2013, 111 páginas.
O livro é distinto pelo fato de tratar-se exclusivamente acerca da sexualidade do pastor. Outro diferencial são os desenhos espalhados pelo livro, que são bastante engraçados, porém, fortemente verdadeiros. O livro nos chama a refletir e compreender melhor os tabus da sexualidade. Altamente recomendável.
Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Que tempo difícil o nosso!


Lamentavelmente, chegamos numa época em que muitos crentes estão acomodados, dormindo e perdendo tempo. Não estão aproveitando as oportunidades. Estão desperdiçando a vida. Não estão vivendo para a glória de Deus. Crentes que agem como expectadores (catedráticos de bancos de igreja) e consumidores (especialistas em exigências). Eles perguntam: o que a igreja tem a me oferecer? Enquanto deveriam dizer: eu vou me oferecer ao serviço da igreja. Muitos crentes se enveredaram pelos caminhos do materialismo e pragmatismo. Abraçaram fortemente os prazeres do mundo e se renderam ao misticismo. Esfriaram espiritualmente.

Onde está o povo de Deus nas reuniões de oração e nas escolas bíblicas? Cadê os cultos de doutrinas? Tristemente, a igreja atual trocou o culto de doutrina, as reuniões de oração e o evangelismo pessoal por eventos, movimentos e entretenimentos. Quando a igreja não invade o mundo, o mundo invade a igreja, é isto é trágico, muito trágico!

Nunca houve uma geração que teve tanta diversão e entretenimento quanto a nossa, mas também nunca houve um povo tão apóstata quanto o nosso. Nossos jovens não estão precisando de recreação, mas de doutrina e oração. Nossos adolescentes precisam de conversão e disciplina. Nossos filhos passam milhares de horas nas escolas aprendendo o secularismo e quando estão na igreja ouvem sermões superficiais ou heréticos, ou pior, ficam em nossas classes aprendendo a colorir desenhos da Arca de Noé, enquanto deveriam estar com a Bíblia aberta aprendendo as doutrinas do Senhor, principalmente sobre o Juízo Final.

É urgente a necessidade de resgatar o amor pela glória de Cristo. É preciso voltar ao primeiro amor. Voltar ao estudo sistemático e persistente da Bíblia. Retornar a uma vida de oração. Desejar a santidade mais do que tudo. Sair pelas ruas, vilarejos, vilas, vielas, favelas, aldeias e etc., proclamando as boas novas de salvação em Jesus Cristo.

Digo aos pastores: não tirem da agenda da igreja os cultos de doutrina, Escolas Bíblicas Dominicais, cultos de oração, grupos de evangelismo e etc. Digo às ovelhas: exijam que vossos pastores resgatem as reuniões de oração e de estudos bíblicos, formem equipes de evangelismo e que preguem contra o pecado.

Uma igreja só é forte quando caminha de joelhos em oração, persiste no estudo da Bíblia e prega o evangelho puro e simples de Jesus.

Nos laços do Calvário que nos une,

Luciano Paes Landim.

sábado, 5 de novembro de 2016

De que os pastores mais se queixam dos missionários?


Fiz uma pequena pesquisa missionária com vinte (20) pastores, que trabalham diretamente com missionários. A pergunta que fiz foi: De acordo com sua experiência, quais são suas principais queixas para com os missionários?

De antemão, prometo que também farei uma pesquisa com missionários acerca dos problemas que enfrentam com pastores. Porém, desejo apresentar aqui o resultado da pesquisa realizada com os pastores. Minha intenção é contribuir para a unidade e cooperação no Reino entre pastores e missionários. Mas, antes de mostrar o resultado da pesquisa, preciso fazer algumas observações: primeira, a pesquisa é pessoal, ou seja, não foi realizada por um órgão, mas por um pastor que entrevistou outros 20 pastores envolvidos com missões; segunda, a lista abaixo não está necessariamente na ordem de importância.

Missionários não vocacionados: há muitas pessoas no campo que não tem chamado algum para missões. São pessoas simplesmente emotivas que não possuem nenhuma vocação para missões.
Missionários despreparados: essa foi uma das maiores queixas dos pastores que participaram da pesquisa. A reclamação em grande parte dos pastores é que há um despreparo enorme dos missionários no que refere à teologia, missiologia, antropologia e linguística, que são os pilares do preparo missionário.
Missionários não convertidos: pior do que missionários despreparados ou que não têm chamado missionário, são os missionários que não são convertidos. Há missionários que ainda não nasceram de novo, que ainda não tiveram um encontro com Cristo. Creio que a motivação deles seja outra (dinheiro, fama, status, etc.), e não a glória de Deus e a salvação dos perdidos.
Missionários preguiçosos: são aqueles que querem ser sustentados pela igreja, mas não levantam uma “palha” sequer. Acordam tarde, passam o tempo discutindo polêmicas nas redes sociais, não evangelizam, não visitam, não discipulam, não estudam, não trabalham.
Missionários desigrejados: são aqueles que não frequentam nenhuma igreja e não são enviados por nenhuma igreja. Consideram-se cristãos, mas não mantém comunhão com alguma congregação. Pergunto: Por que eles não fazem parte de alguma igreja? Por acaso, Paulo não pertencia a igreja de Antioquia e por ela não foi enviado? Esses missionários não entenderam que o papel da igreja é fazer missões e o papel das missões é plantar igrejas. Missões só é possível através da igreja. A igreja é a agência missionária. Como evangelizar, discipular, ministrar as ordenanças (batismo e Ceia do Senhor), manter comunhão e crescimento sem a presença de igrejas locais?
Missionários que não plantam igrejas. Esse ponto está bem relacionado ao anterior. São aqueles missionários que não plantam igrejas, não discipulam, somente evangelizam. Possuem uma visão limitada acerca de missões. Não entenderam que para cumprirmos a Grande Comissão é imprescindível a plantação de igrejas. Eles vão aos lugares e evangelizam por alguns dias e depois retornam para suas cidades, sem confirmarem os convertidos, sem discipular, sem batizar, sem proporcionar aos convertidos a oportunidade de participar da Santa Ceia. Como eu disse anteriormente, este ponto está relacionado ao anterior.
Missionários que não prestam relatórios: não prestam relatórios financeiros ou de atividades evangelísticas e discipuladoras, ou quando prestam, mentem bastante. Alguns pastores descobriram relatórios fraudulentos e mentirosos acerca do número de conversos, administração financeira das ofertas, etc.
Missionários freelancers: são aqueles que evangelizam de vez em quando, ou que viajam de vez em quando, mas, não vão definitivamente para o campo, mas que se consideram missionários integrais. São “missionários de igreja”. As igrejas não precisam de missionários, e, sim, os campos. Fazem “missões” de vez em quando. Não entenderam o que é trabalhar missionalmente, isto é, missões não se define pelo que se faz, mas pelo que se é: missionário em todo lugar e em todo tempo.
Missionários pidões e gananciosos: só sabem reclamar das dificuldades financeiras e pedir dinheiro. Não sabem construir um projeto missionário e levantar os recursos. Toda oportunidade que têm para falar sobre missões, usam-na para pedir dinheiro. Demonstram ambição e ganância. Não confiam no sustento de Deus. É óbvio que existe o problema das igrejas que não ofertam para missões, porém, nada justifica atitudes cobiçosas por parte dos missionários. Um grave problema da igreja brasileira é a má administração financeira, isto é, não investe em missões o quanto deveria.
Missionários de púlpitos: são aqueles que só pregam em conferências, congressos, cultos, etc., mas não pregam para os perdidos. Só pregam nos púlpitos, mas não nas feiras, ruas, praças, aldeias, tribos, presídios, hospitais, etc. Admoestam as pessoas a fazerem missões, mas se quer vão à feira evangelizar. São meros “missionários” de púlpitos.

Por outro lado, os pastores também mencionaram o lindo trabalho que muitos missionários realizam. Eles mencionaram:

Missionários vocacionados: aqueles que foram chamados por Deus para anunciar o evangelho e que não largam a vocação por nada. Ou melhor, missionários que entendem que o chamado é maior do que a própria vida deles.
Missionários preparados: aqueles possuem um profundo preparo teológico, missiológico, antropológico e linguístico. São aqueles que buscaram e buscam constantemente o preparo. Esses missionários entenderam o quão importante é afiar o machado (Ec 10.10).
Missionários convertidos: aqueles que demonstram genuinamente sua conversão. São pessoas tementes a Deus e cheias de fervor. São santos que buscam sempre a pureza do evangelho.
Missionários trabalhadores: para eles não existe tempo ruim. Trabalham diariamente. Dedicam-se sempre. Estão sempre dispostos a agir missionalmente. Não são preguiçosos.
Missionários que congregam: eles têm uma igreja para frequentar. Eles são enviados por igrejas e agências missionárias. Não são desigrejados. Eles têm pastores e família na fé.
Missionários plantadores de igrejas: o objetivo deles é evangelizar os perdidos e discipular os conversos. Eles entenderam que a plantação da igreja é imprescindível para a evangelização e discipulado das nações. Eles acreditam que cada igreja é uma agência missionária.
Missionários que prestam relatórios: são claros, pontuais e honestos na prestação de relatórios financeiros e de atividades. Eles entenderam que a transparência na obra missionária é fundamental para ganhar credibilidade e novos intercessores e mantenedores.
Missionários integrais: não são missionários de vez em quando, mas diariamente. Quando vão para campos distantes, trabalham arduamente. Quando estão em suas próprias cidades, também atuam dedicadamente. Eles respiram missões. Eles amam missões. Eles não entendem missões como viagens, mas como filosofia de vida. Para eles, missões é como respirar.
Missionários discretos no levantamento de ofertas: primeiro, eles entendem que quem os sustenta é o Deus Missionário; segundo, como eles congregam, têm uma ou mais igrejas que os apoiam no sustento; terceiro, eles sabem falar sobre o sustento missionário sem explorar as emoções ou a boa-fé das pessoas; quarto, eles são prudentes e discretos no levantamento de ofertas; e quinto, por serem transparentes e honestos nos relatórios financeiros e de atividades, as pessoas ofertam segura e confiadamente.
Missionários de campo: são pregadores de rua, vilas, povoados, tribos, campos, etc. Não são “missionários de igrejas”. Eles pregam em igrejas, mas não somente em igrejas. O foco deles é alcançar o perdido. Fazem missões urbanas e rurais, nacionais e transculturais.

A conclusão é que, apesar dos falsos missionários, a obra missionária avança porque Deus ainda levanta homens e mulheres comprometidos com o anúncio do evangelho. A obra de missões é divina, foi criada por Deus e é mantida por Deus. O final dela será glorioso. Esse evangelho chegará ao mundo inteiro como testemunho para toda a humanidade. O nosso papel é orar, ofertar, treinar, enviar e ir. Observe que não são alternativas (orar, ofertar, treinar, enviar e ir), mas mandamentos que devem ser obedecidos totalmente.

Nos laços do Calvário que nos une,
Luciano Paes Landim.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

LANÇAMENTO DO MEU NOVO LIVRO


Queridos irmãos, é com muita alegria que informo a data do lançamento do meu livro “A Estratégia Missionária de Deus”, o primeiro volume da série “Faça Missões ou Morra Tentando”, publicado pela Print Master Editorial – RJ. 

Gostaria de fazer alguns agradecimentos: ao meu editor Diego Nunes de Araujo pelo excelente trabalho, à minha esposa Nay Idyálena Araújo por me inspirar e apoiar, ao meu pastor Natanael Maria pelo incentivo e, acima de tudo ao Deus Missionário por me chamar ao seu serviço. 

Ao Senhor da missão seja toda a glória.
Todos estão convidados!